Um pouco da minha história

Passei minha infância numa das muitas comunidades Baniwa do Içana, chamada Apidzaapimi, na minha língua.  Já grande, em torno de 8 anos, comecei a acompanhar meu pai nas pescarias. Quando ele saia para fazer outras coisas, saia na pescaria com meus irmão mais velhos do que eu. Ficava alí, observando, as, vezes tentava, muitas vezes não conseguia. Mas, estava começando. Aos poucos foi pegando os detalhes e técnicas que eram necessárias. Anos depois, me tornei um pescador da família. Hoje, quando chego ou fico na comunidade por um tempo, quando vejo aquelas canoas, vem aquela vontade se sair por aí pescando.

De acordo com os dados da Pesquisa do Projeto Kophe Koyanale da Organização Indígena da Bacia do Içana-OIBI, realizada em 17 comunidades do Médio Içana, os Baniwa pescam muito, desde os 6 e vai aos 80. E as mulheres também fazem este ofício, quando necessário.

Foto: Carol da Riva

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