139 Agentes Comunitários Indígenas de Saúde concluem curso técnico em São Gabriel da Cachoeira

ACIS do Pólo Formativo Baniwa e Coripaco (Médio e Alto Içana). Foto: FOIRN

ACIS do Pólo Formativo Baniwa e Coripaco (Médio e Alto Içana). Foto: FOIRN

Foi uma comemoração e tanto. Dois dias para comemorar essa conquista histórica. Só para se ter idéia, a maloca da FOIRN (Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro), lotou na noite do dia 10/04. O ginásio Arnaldo Coimbra ficou cheio de gente no dia 11/04.  Uma comemoração de um resultado de um trabalho conjunto e coletivo que envolveu várias pessoas e instituições ao longo dos anos.

Em 2009, atendendo a uma demanda apresentada pela Federação das Organizações Indígenas de Saúde – FOIRN, a Fiocruz Amazônia uniu forças com outra unidade da Fiocruz, a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, com a Gerência de Educação Indígena (GEEI) da Secretaria Estadual de Educação do Amazonas e juntamente com outros parceiros como a FUNAI, Prefeitura Municipal de São Gabriel da Cachoeira e o DSEIARN proporcionaram a formação de agentes indígenas de saúde das áreas indígenas.

Na primeira noite, os representantes de instituições que participaram ativamente no processo de construção do projeto de formação dos Agentes Comunitários Indígenas de Saúde, lembraram das dificuldades e os aprendizados ao longo dos anos. “Não foi fácil – todos aqui são merecedores dessa conquista, é a primeira turma de Curso Técnico em Agente Comunitário Indígena de Saúde do país”-lembrou uma das lideranças durante a cerimônia.

“Que a essa conquista tenha resultados direto na melhoria da qualidade de vida da população indígena”, “Vocês estão de parabéns por essa conquista, e como também a todos que fizeram parte desde o começou”, “Estamos mostrando para o governo Brasileiro que sabemos fazer e direito” – essas foram algumas das afirmações nos discursos de abertura.

Homenagens da turma foram dedicados à alguns cursistas que faleceram ao longo do curso, e como também aqueles que foram os primeiros agentes de saúde indígena na região mesmo sem remuneração, entre estes foram convidados: Antônio Menezes, Argemiro Teles e outros.

Foram várias etapas desse projeto formação, a primeira delas foi a regularização da vida escolar (vários não tinham ensino fundamental completo ou ensino médio), e a segunda foi a formação técnica. De ACIS para Técnicos em Agentes Comunitários Indígenas de Saúde. Os desafios são grandes pela frente, mas, o resultado de uma luta de vários anos, mostra que é possível, sonhar e lutar.

Parabéns!